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	<title>Abacate Batido</title>
	<subtitle type="html">Colcha de retalhos</subtitle>
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	<tagline>Colcha de retalhos</tagline>  
	   
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Mudan&#231;a de casa</title>
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		    <updated>05.04.08 19:06:30</updated>
		    <published>27.12.07 14:22:40</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">&#160;
Como todo mundo, um dia eu tentei ir pra uma nova casa. Fui, mas n&#227;o tive muito tempo pra cuidar dela. Ainda agorinha continuo sem tempo pra me dedicar de verdade. 
Mas mesmo assim, mudei. E agora apresento pra quem vem aqui a minha casa nova. Ainda t&#225; sem m&#243;veis, sem adornos, mas tem o b&#225;sico. Espero voc&#234;s l&#225;:
http://abacatebatido.blogspot.com/
P.S: Bel, n&#227;o vai ter mais a verifica&#231;&#227;o!</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Li&#231;&#245;es de um Natal</title>
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		    <updated>26.12.07 15:17:45</updated>
		    <published>26.12.07 09:40:08</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">1 - O que eu aprendi com Lost: Jack &#233; o cara mais mala daquela ilha. Nas duas primeiras temporadas (ainda n&#227;o vi a terceira) ele &#233; o ser vivo mais arrogante, chato, mala, nojento e enjoado da s&#233;rie. 2 - O que eu aprendi nos dias de folga Que aquele campo de guerra que eu insisto em dizer que &#233; meu quarto precisava de uma arruma&#231;&#227;o daquelas. No meio daquele mundo de coisas, achei um monte de perdidos, roupas esquecidas, livros empilhados, fotos, bilhetes, cadernos. Trilha sonora deste momento: &#34;Eu hoje joguei tanta coisa fora. Vi o meu passado passar por mim. Cartas e fotografias, gente que foi embora. A casa fica bem melhor assim&#34; 3 - O que eu aprendi na cozinha - Parte 1 S&#243; vou &#224; cozinha para lavar a lou&#231;a ou beber &#225;gua. N&#227;o sei pra que &#233; que a gente tem fog&#227;o, nem quero saber. Mas decidi come&#231;ar a aprender. Resolvi fazer p&#227;o de alho, de churrasco, ao forno. Peguei a receita e segui, direitinho. Ficou uma droga. A receita manda colocar tres dentes de alho amassados. Na hora em que viu, vov&#243; me avisou que era muito e que eu deveria frit&#225;-los. Mas a receita n&#227;o dizia isso, ent&#227;o segui o que estava escrito. Resultado: n&#227;o deu pra comer. Era alho demais, picante demais. Uma l&#225;stima. &#201; por isso que eu n&#227;o costumo frequentar a cozinha. 4 - O que eu aprendi na cozinha - Parte 2 Com medo de mais um Natal com Miojo sendo o prato principal, vov&#243; se preocupou em comprar um almo&#231;o pronto: torta de frango com catupiry da Sadia, strogonoff de carne da Sadia e mousse de maracuj&#225; da Sadia. Enfim, foi um almo&#231;o saud&#225;vel. O &#250;nico por&#233;m foi que comprei cerejas in natura mas esqueci de coloc&#225;-las na mesa. Resumindo: abrir a geladeira de vez em quando n&#227;o faz mal a ningu&#233;m. 5 - O que eu aprendi sobre os feriados de compras Dois assaltos aqui na porta da minha casa. Um &#224;s 10h30 da noite e outro &#224;s duas da manh&#227; do dia seguinte. N&#227;o d&#225; mesmo pra dar mole. Cidade super bem policiada, mesmo assim n&#227;o adiantou. </content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Um amor tranquilo</title>
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		    <updated>25.12.07 12:43:41</updated>
		    <published>20.12.07 12:46:11</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Eu sempre quis um amor tranquilo. Desses com sabor de fruta mordida. N&#227;o um de conto de fadas, porque todos os pr&#237;ncipes s&#227;o muito chatos. Certinhos demais, personalidade achatada demais. At&#233; conhecer o cara, eu n&#227;o tinha tido a sorte de um amor leve. 
Mas a&#237; ele veio. Exatamente como eu queria. Inicialmente, sem compromissos s&#233;rios. Achei que n&#227;o fosse durar nada, mas seria algo de que eu me lembraria sempre com carinho. 
S&#243; que durou. Quase sete anos. N&#243;s dois temos defeitos. Mas fazemos o poss&#237;vel pra respeitar esses defeitos. &#192;s vezes eu perco a paci&#234;ncia e quero mandar ele pra l&#225;, exatamente praquele lugar. Mas n&#227;o mando. Posso me arrepender depois. Ele tamb&#233;m tem vontade de mandar pra l&#225;, certas vezes. Nunca mandou. 
&#201; que mais que paix&#227;o, mais que tes&#227;o, veio a cumplicidade. O estar juntos. O companheirismo. Coisas que nenhum pr&#237;ncipe e nenhum sapo v&#227;o poder me dar. Sei que pode n&#227;o ser pra sempre. Mas n&#227;o me preocupo muito com o futuro. O agora est&#225; bom demais (fora as horas que d&#225; a vontade de mandar tudo pro alto). 
Por que estou falando nisso? Porque ele foi embora ontem. Foi passar&#160;o Natal com a fam&#237;lia, l&#225; longe, em outro estado. Eu poderia ter ido, mas preferi ficar. Pra poder ter tempo de sentir aquela saudade gostosa. E poder receber um abra&#231;o daqueles incr&#237;veis quando ele voltar, daqui a uma semana. A aus&#234;ncia tamb&#233;m faz parte desses momentos a dois. </content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">A derrota e a volta por cima</title>
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		    <updated>20.12.07 10:15:07</updated>
		    <published>20.12.07 07:44:23</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Amarilis tinha sete anos quando come&#231;ou a estudar na segunda s&#233;rie. Era uma garotinha insuport&#225;vel. S&#243; porque aprendeu a ler bem cedo e estava adiantada um ano em rela&#231;&#227;o aos colegas da mesma idade. Na primeira s&#233;rie, ela era o xodozinho da professora, s&#243; porque j&#225; tinha uma leitura fluente, diferente dos outros 29 alunos da mesma classe. 
Logo no primeiro dia da segunda s&#233;rie, a professora de nome esquisito entregou uma folha com desenhos mimeografados pra cada aluno. Era pra eles desenvolverem uma hist&#243;ria com patinhos, uma toneira e uma bacia. Feliz da vida, Amarilis escreveu. 
Uma semana depois, a professora de nome estranho levou as reda&#231;&#245;es corrigidas. Come&#231;ou a ler uma, segundo ela, a pior de todas as da sala. Amarilis deu um sorriso triunfal... esses garotos bobos que nem sabiam ler saberiam escrever?
&#34;Olhe s&#243;: 'Os patinhos pegaram a bacia, colocaram &#225;gua na bacia e foram brincar com a bacia'!!!! Tr&#234;s bacias na mesma frase! Estou lendo pra voc&#234;s verem como &#233; ruim escutar isso. Depois, vou conversar com o autor dessa reda&#231;&#227;o, vamos ter de estudar muito&#34;, disse a&#160;professora.&#160;
Ao receber o seu texto, Amarilis viu que era o que a professora tinha lido, em voz alta, pra todo mundo ver como estava ruim. Ela corou. A vergonha calou fundo aquele desprezo pelos que ainda n&#227;o liam direito. Foi conversar com a professora no final da aula e prometeu que ia estudar muito pra melhorar na escrita. 
No final do bimestre, a m&#227;e de Amarilis foi &#224; escola, para a reuni&#227;o dos pais e mestres. E a professora foi s&#243; elogios: &#34;Sua filha melhorou muito nas reda&#231;&#245;es. Nem parece que &#233; a mesma aluna. Est&#225; de parab&#233;ns&#34;. 
A m&#227;e de Amarilis, toda feliz, contou para a filha. Mas desta vez, Amarilis n&#227;o se orgulhou. Tinha aprendido a li&#231;&#227;o. </content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Livros e filmes</title>
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		    <updated>19.12.07 20:33:10</updated>
		    <published>19.12.07 07:26:00</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Pra quem vai passar um Natal bem tranquilo, como eu, pode aproveitar os dias de &#34;folga&#34; (de 22 a 15/12) pra ler ou ver filmes bacanas. Claro, eu sei que ningu&#233;m vai trocar festas por livros e filmes, mas as indica&#231;&#245;es v&#227;o mesmo assim:
Filmes:
Obrigado por fumar: essencial pra quem trabalha com as palavras. &#201; uma aula de comunica&#231;&#227;o - pro bem ou pro mal, decidam-se - indispens&#225;vel pra comunic&#243;logos, advogados, oradores. 
O &#218;ltimo Rei da Esc&#243;cia: apesar de certas cenas violentas que me fazem quase vomitar, &#233; um filme muito bacana por mostrar descontrole emocional aliado a poder pol&#237;tico e at&#233; onde a babaquice de um cara que se acha superior por ser escoc&#234;s pode lev&#225;-lo.
Todo Hitchcock: Quem &#233; mais novo provavelmente n&#227;o vai curtir a est&#233;tica anos 40-50. Tio Alfred &#233; magn&#237;fico na constru&#231;&#227;o do suspense. O Homem Que Sabia Demais (1956), Intriga Internacional(1959), Janela Indiscreta (1954), Um Corpo que Cai (1958), Psicose (1960), Os P&#225;ssaros (1963) s&#227;o filmes curtos e super interessantes. Pra mim, o melhor dele &#233; Festim Diab&#243;lico (1948), uma boa pedida pra entender como o clima de suspense &#233; criado, com cenas diretas. Quem for assistir Festim Diab&#243;lico pode reparar que quase n&#227;o h&#225; cortes de cenas. Fant&#225;stico. 
Livros:
A Menina que Roubava Livros: Foi o &#250;ltimo livro que eu li e fiquei maravilhada. Chorei horrores no final e at&#233; fiquei com raiva, porque &#233; o livro que eu gostaria de ter escrito, ou pelo menos o estilo que eu gostaria de ter. Vale muito ler. 
1.000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer: &#201; legal e ao mesmo tempo frustrante. Vale a pena dar uma folheada, parar em alguns lugares legais (destaque para a Europa). Ao mesmo tempo d&#225; aquela sensa&#231;&#227;o ruim: ser&#225; que um dia vou ver tudo isso que est&#225; me encantando agora? Acho que n&#227;o. 
Agatha Christie: Tem gente que odeia. &#201; previs&#237;vel, ela segue sempre a mesma seq&#252;&#234;ncia de in&#237;cio, apresenta&#231;&#227;o dos personagens, morte, investiga&#231;&#227;o, morte e final. Eu adoro. Curto demais. Tenho uma pequena cole&#231;&#227;o. Indico O Assassinato de Roger Ackroyd (1926), Assassinato no Expresso Oriente (1934), &#201; f&#225;cil matar (1939), O caso dos dez negrinhos (1939), Os crimes ABC (1936) - o primeiro dela que eu li. 
Harry Potter: Pode falar o que quiser. Eu adoro. Comprei todos at&#233; o quarto, quando me revoltei com a autora e doei todos os exemplares pra biblioteca p&#250;blica da minha cidade. Hoje, s&#243; leio emprestado. T&#244; atr&#225;s do s&#233;timo livro. Algu&#233;m me empresta?
Vastas Emo&#231;&#245;es e Pensamentos Imperfeitos: Do Rubem Fonseca. O t&#237;tulo lembra um livro de poesias, mas n&#227;o &#233;. Uma hist&#243;ria bacana, suspensezinho, as sempre &#243;timas tiradas do Rubem. Dele eu tamb&#233;m recomento Agosto e A Grande Arte. 
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Pros meus dias de folga eu tenho a cole&#231;&#227;o completa de Lost e os livros &#34;O Mist&#233;rio dos Sete Rel&#243;gios&#34; da Agatha Christie, &#34;O Rel&#243;gio de Pascal&#34;, de Caio Tulio Costa (esse &#233; t&#233;cnico, sobre o primeiro ombudsman da Folha de S. Paulo) e meu eterno calo, que nunca consegui superar: &#34;Ulisses&#34;, de James Joyce. 
Pra completar, que &#233; rato de livro deve conhecer e usar o site www.estantevirtual.com.br, que re&#250;ne sebos de todo o Brasil. J&#225; comprei bastante pelo site e nunca tive problemas. </content>
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