Abacate Batido

Colcha de retalhos

27.12.07

Mudança de casa

 

Como todo mundo, um dia eu tentei ir pra uma nova casa. Fui, mas não tive muito tempo pra cuidar dela. Ainda agorinha continuo sem tempo pra me dedicar de verdade.

Mas mesmo assim, mudei. E agora apresento pra quem vem aqui a minha casa nova. Ainda tá sem móveis, sem adornos, mas tem o básico. Espero vocês lá:

http://abacatebatido.blogspot.com/

P.S: Bel, não vai ter mais a verificação!

criado por abacatebatido    14:22 — Arquivado em: Sem categoria

26.12.07

Lições de um Natal

1 - O que eu aprendi com Lost:
Jack é o cara mais mala daquela ilha. Nas duas primeiras temporadas (ainda não vi a terceira) ele é o ser vivo mais arrogante, chato, mala, nojento e enjoado da série.

2 - O que eu aprendi nos dias de folga
Que aquele campo de guerra que eu insisto em dizer que é meu quarto precisava de uma arrumação daquelas. No meio daquele mundo de coisas, achei um monte de perdidos, roupas esquecidas, livros empilhados, fotos, bilhetes, cadernos.
Trilha sonora deste momento: "Eu hoje joguei tanta coisa fora. Vi o meu passado passar por mim. Cartas e fotografias, gente que foi embora. A casa fica bem melhor assim"

3 - O que eu aprendi na cozinha - Parte 1
Só vou à cozinha para lavar a louça ou beber água. Não sei pra que é que a gente tem fogão, nem quero saber. Mas decidi começar a aprender. Resolvi fazer pão de alho, de churrasco, ao forno. Peguei a receita e segui, direitinho. Ficou uma droga. A receita manda colocar tres dentes de alho amassados. Na hora em que viu, vovó me avisou que era muito e que eu deveria fritá-los. Mas a receita não dizia isso, então segui o que estava escrito. Resultado: não deu pra comer. Era alho demais, picante demais. Uma lástima. É por isso que eu não costumo frequentar a cozinha.

4 - O que eu aprendi na cozinha - Parte 2
Com medo de mais um Natal com Miojo sendo o prato principal, vovó se preocupou em comprar um almoço pronto: torta de frango com catupiry da Sadia, strogonoff de carne da Sadia e mousse de maracujá da Sadia. Enfim, foi um almoço saudável. O único porém foi que comprei cerejas in natura mas esqueci de colocá-las na mesa. Resumindo: abrir a geladeira de vez em quando não faz mal a ninguém.

5 - O que eu aprendi sobre os feriados de compras
Dois assaltos aqui na porta da minha casa. Um às 10h30 da noite e outro às duas da manhã do dia seguinte. Não dá mesmo pra dar mole. Cidade super bem policiada, mesmo assim não adiantou.

criado por abacatebatido    9:40 — Arquivado em: Sem categoria

20.12.07

Um amor tranquilo

Eu sempre quis um amor tranquilo. Desses com sabor de fruta mordida. Não um de conto de fadas, porque todos os príncipes são muito chatos. Certinhos demais, personalidade achatada demais. Até conhecer o cara, eu não tinha tido a sorte de um amor leve.

Mas aí ele veio. Exatamente como eu queria. Inicialmente, sem compromissos sérios. Achei que não fosse durar nada, mas seria algo de que eu me lembraria sempre com carinho.

Só que durou. Quase sete anos. Nós dois temos defeitos. Mas fazemos o possível pra respeitar esses defeitos. Às vezes eu perco a paciência e quero mandar ele pra lá, exatamente praquele lugar. Mas não mando. Posso me arrepender depois. Ele também tem vontade de mandar pra lá, certas vezes. Nunca mandou.

É que mais que paixão, mais que tesão, veio a cumplicidade. O estar juntos. O companheirismo. Coisas que nenhum príncipe e nenhum sapo vão poder me dar. Sei que pode não ser pra sempre. Mas não me preocupo muito com o futuro. O agora está bom demais (fora as horas que dá a vontade de mandar tudo pro alto).

Por que estou falando nisso? Porque ele foi embora ontem. Foi passar o Natal com a família, lá longe, em outro estado. Eu poderia ter ido, mas preferi ficar. Pra poder ter tempo de sentir aquela saudade gostosa. E poder receber um abraço daqueles incríveis quando ele voltar, daqui a uma semana. A ausência também faz parte desses momentos a dois.

criado por abacatebatido    12:46 — Arquivado em: Sem categoria

A derrota e a volta por cima

Amarilis tinha sete anos quando começou a estudar na segunda série. Era uma garotinha insuportável. Só porque aprendeu a ler bem cedo e estava adiantada um ano em relação aos colegas da mesma idade. Na primeira série, ela era o xodozinho da professora, só porque já tinha uma leitura fluente, diferente dos outros 29 alunos da mesma classe.

Logo no primeiro dia da segunda série, a professora de nome esquisito entregou uma folha com desenhos mimeografados pra cada aluno. Era pra eles desenvolverem uma história com patinhos, uma toneira e uma bacia. Feliz da vida, Amarilis escreveu.

Uma semana depois, a professora de nome estranho levou as redações corrigidas. Começou a ler uma, segundo ela, a pior de todas as da sala. Amarilis deu um sorriso triunfal… esses garotos bobos que nem sabiam ler saberiam escrever?

"Olhe só: ‘Os patinhos pegaram a bacia, colocaram água na bacia e foram brincar com a bacia’!!!! Três bacias na mesma frase! Estou lendo pra vocês verem como é ruim escutar isso. Depois, vou conversar com o autor dessa redação, vamos ter de estudar muito", disse a professora. 

Ao receber o seu texto, Amarilis viu que era o que a professora tinha lido, em voz alta, pra todo mundo ver como estava ruim. Ela corou. A vergonha calou fundo aquele desprezo pelos que ainda não liam direito. Foi conversar com a professora no final da aula e prometeu que ia estudar muito pra melhorar na escrita.

No final do bimestre, a mãe de Amarilis foi à escola, para a reunião dos pais e mestres. E a professora foi só elogios: "Sua filha melhorou muito nas redações. Nem parece que é a mesma aluna. Está de parabéns".

A mãe de Amarilis, toda feliz, contou para a filha. Mas desta vez, Amarilis não se orgulhou. Tinha aprendido a lição.

criado por abacatebatido    7:44 — Arquivado em: História Secreta de Amarilis

19.12.07

Livros e filmes

Pra quem vai passar um Natal bem tranquilo, como eu, pode aproveitar os dias de "folga" (de 22 a 15/12) pra ler ou ver filmes bacanas. Claro, eu sei que ninguém vai trocar festas por livros e filmes, mas as indicações vão mesmo assim:

Filmes:

Obrigado por fumar: essencial pra quem trabalha com as palavras. É uma aula de comunicação - pro bem ou pro mal, decidam-se - indispensável pra comunicólogos, advogados, oradores.

O Último Rei da Escócia: apesar de certas cenas violentas que me fazem quase vomitar, é um filme muito bacana por mostrar descontrole emocional aliado a poder político e até onde a babaquice de um cara que se acha superior por ser escocês pode levá-lo.

Todo Hitchcock: Quem é mais novo provavelmente não vai curtir a estética anos 40-50. Tio Alfred é magnífico na construção do suspense. O Homem Que Sabia Demais (1956), Intriga Internacional(1959), Janela Indiscreta (1954), Um Corpo que Cai (1958), Psicose (1960), Os Pássaros (1963) são filmes curtos e super interessantes. Pra mim, o melhor dele é Festim Diabólico (1948), uma boa pedida pra entender como o clima de suspense é criado, com cenas diretas. Quem for assistir Festim Diabólico pode reparar que quase não há cortes de cenas. Fantástico.

Livros:

A Menina que Roubava Livros: Foi o último livro que eu li e fiquei maravilhada. Chorei horrores no final e até fiquei com raiva, porque é o livro que eu gostaria de ter escrito, ou pelo menos o estilo que eu gostaria de ter. Vale muito ler.

1.000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer: É legal e ao mesmo tempo frustrante. Vale a pena dar uma folheada, parar em alguns lugares legais (destaque para a Europa). Ao mesmo tempo dá aquela sensação ruim: será que um dia vou ver tudo isso que está me encantando agora? Acho que não.

Agatha Christie: Tem gente que odeia. É previsível, ela segue sempre a mesma seqüência de início, apresentação dos personagens, morte, investigação, morte e final. Eu adoro. Curto demais. Tenho uma pequena coleção. Indico O Assassinato de Roger Ackroyd (1926), Assassinato no Expresso Oriente (1934), É fácil matar (1939), O caso dos dez negrinhos (1939), Os crimes ABC (1936) - o primeiro dela que eu li.

Harry Potter: Pode falar o que quiser. Eu adoro. Comprei todos até o quarto, quando me revoltei com a autora e doei todos os exemplares pra biblioteca pública da minha cidade. Hoje, só leio emprestado. Tô atrás do sétimo livro. Alguém me empresta?

Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos: Do Rubem Fonseca. O título lembra um livro de poesias, mas não é. Uma história bacana, suspensezinho, as sempre ótimas tiradas do Rubem. Dele eu também recomento Agosto e A Grande Arte.

-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

Pros meus dias de folga eu tenho a coleção completa de Lost e os livros "O Mistério dos Sete Relógios" da Agatha Christie, "O Relógio de Pascal", de Caio Tulio Costa (esse é técnico, sobre o primeiro ombudsman da Folha de S. Paulo) e meu eterno calo, que nunca consegui superar: "Ulisses", de James Joyce.

Pra completar, que é rato de livro deve conhecer e usar o site www.estantevirtual.com.br, que reúne sebos de todo o Brasil. Já comprei bastante pelo site e nunca tive problemas.

criado por abacatebatido    7:26 — Arquivado em: Sem categoria

18.12.07

Os Natais de Amarilis

Amarilis nunca acreditou em Papai Noel. Ela nunca precisou acreditar. Ela tinha o vovô, e ele bastava.

Mais ou menos no meio de dezembro ele pegava os netos e levava pro shopping, pra que todos escolhessem os presentes de Natal. Ele era generoso. Podia dar aos netos o que não pôde oferecer aos filhos. Então, para Amarilis e os irmãos só bastava escolher.

A mãe tentava impor respeito, fazer os filhos entenderem que não deveriam abusar da boa vontade do avô. Dos irmãos de Amarilis, só a Lu saía da regra. Mas o vovô não ligava. Queria era ver os netos felizes.

Em dezembro, com todo mundo reunido em casa, uma hora era sagrada. Era quando o vovô chamava os netos pra irem naquele quarto, onde ficavam os brinquedos comprados para  o Natal. "Olha só o que o vovô vai dar pra você", dizia ele, segurando as caixas e apontando bonecas, carrinhos, playmobil e outros brinquedos.

O vovô era um homem feliz. E espalhava felicidade onde fosse. Em casa, no escritório onde ainda tentava trabalhar, na rua, com os amigos, com a família. Ele ficava tão ansioso por ver os netos felizes que baixou um Ato Institucional. Lá na casa dele, as crianças ganhavam presentes de Natal no dia 24 de dezembro, logo que acordavam. Era felicidade pra criançada e alegria pro vovô, vendo todos eles se deliciarem com os presentes, comprados há mais de um mês.

À medida que o tempo passava, evoluíam os presentes. O vovô foi a primeira pessoa a incentivar Amarilis a soltar sua veia criativa. Deu a ela uma máquina de escrever portátil Olivetti. E os cadernos de textos, que depois foram rasgados (não foi Amarilis quem rasgou).

Um dia - Amarilis tinha 15 anos - aconteceu. Sua mãe veio chamá-la na escola. Chorando. Ela só disse: "Vovô morreu". Foi suficiente pra Amarilis entender que junto com ele ia embora o Natal, a alegria dos finais de ano, as nozes e castanhas quebradas só por prazer, e não pra comer. E foi embora toda estabilidade que ele trazia para a mãe de Amarilis.

Hoje, Amarilis tem a lembrança do vovô e do tempo em que viveram juntos. Sente saudade, mas já não chora por causa disso. O vovô não gostava de ninguém triste. Mas ficar feliz no Natal é praticamente impossível.

criado por abacatebatido    6:59 — Arquivado em: História Secreta de Amarilis

Top 5 da semana antes do Natal

1 - Ir pra BH e ver a cidade, que sempre é bacana, virar um caos, seja no centro, seja nos shoppings ou na Savassi. Quer um conselho? Faça as compras de Natal durante o mês de janeiro. Bem mais tranqüilo.

2 - Briga homérica com o namorado. Me fez repensar um monte de coisas. Até onde eu tenho de aceitar qualquer coisa que ele faça só porque ele diz que neste ponto ele não vai mudar?

3 - Receber aquele monte de cartões virtuais de Natal. Dá uma preguiça enorme. Mas agora, tô me vingando. Quem me mandar um cartão, recebe um de volta. Lotou minha caixa? Loto a sua também.

4 - Pensar na ceia e no almoço de Natal para duas pessoas e uma cachorra. A parte legal é que a cachorra come ração, então é um problema a menos. Chester, peru, pernil, frango defumado? Pra duas pessoas que não curtem tanto assim um almoço? É demais. Acho que vai rolar café com biscoitos caseiros!

5 - Não ter nada pra fazer da tarde de 21/12 até 25/12. Arrumei uma solução alugando as três temporadas de LOST.

criado por abacatebatido    6:45 — Arquivado em: Surreal mundo estranho

14.12.07

Listas e festas

Estava pensando em fazer a lista das músicas que eu mais gosto (é que eu dei de presente pra um amigo o Livro das Listas). Mas não consegui fechar em 10, ou 20. Tem sempre aquela dúvida cutucando a minha orelha na hora de "definitivar" a coisa.

Então, segue a lista, não em ordem de importância pra mim, mas de lembrança:

- Chico Buarque: Construção; Na Ilha de Lia, no Barco de Rosa; Joana Francesa; A Rita; A Rosa; Todo Sentimento; João e Maria; Álbum Saltimbancos e Saltimbancos Trapalhões; Valsinha; Valsa Brasileira; Todos as outras músicas do Chico Buarque
- Beatles: Eleanor Rigby; Todo o álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band; The Long And Winding Road; Todo Anthology
- Suzane Vega: My name is Luka
- Engenheiros do Hawaii: Praticamente tudo
- Vinícius de Morais: Um homem chamado Alfredo; Regra Três; Marcha da Quarta-feira de Cinzas; Todas dos álbuns Arca de Noé; Cotidiano nº 2;
- Toda a trilha de A Noviça Rebelde; Mary Poppins; Pulp Fiction; Matrix;
- Elis Regina, cantando quase tudo;
- Praticamente tudo de: Guns; Madonna; Michael Jackson (até Bad);
- Extreme: More than words (heheheh)
- Orchestra Morphine: Tudo, tudo, tudo;
- Rancid: algumas bacanas, mas nunca lembro o nome;
- Frejat: Amor pra recomeçar; O poeta está vivo; Por você;
- E tem mais tantas… tantas… tantas… No momento, meu mp3 tem Nando Reis e Secos e Molhados

Últimas

Vovó caiu de novo. Não foi tão grave quanto a última vez mas é sempre traumático pra ela, que sofre com dores, e pra mim, que vejo que nem sempre posso resolver problemas dos outros.

Enquanto isso, vem aí as festas de Natal e ano novo e, neste ano, vou ter um Natal diferente. Só eu, vovó e a minha cachorrinha. Sem aquela gente toda que sempre aparece. Só nós, no nosso mundo. O namorado vai pra longe, passar com a família. E cada outra pessoa importante vai estar em algum lugar. Vai ser meu segundo Natal sem muita gente perto. O primeiro foi ótimo. Só eu e namorado, num bar 24h. Tomei tanta piña que não seu dizer como eu cheguei em casa. Este ano não vai ter piña. Mas vai ter mais calor humano.

Já no ano novo, vou estar em uma festa. Eu não vejo motivos pra comemorar um dia depois do outro, só porque foi convencionado como "passagem de ano". Mas vou pra festa desta vez. Mas vai ser uma festa um pouco chata, com uma turma de amigos que não tem feito outra coisa a não ser se desentender, já há uns dois anos. Fulano 1 brigou com Fulano 2. Quando eles começam a se acertar, Fulano 1 briga com Fulano 3. E quanto todo mundo se esforça pra esquecer, Fulano 1 briga com Fulano 4. Fulano 1 está sempre envolvido nos conflitos. Esta pessoa pode ser deletada do grupo de amigos? Não, porque é namorado/a de outro/a integrante da turma.

E aí o tal "ano novo" já vai começar com um ranço.

Mas quem se importa? Vai ter champanhe!!! Música, gente bacana, risos. Se eu for me preocupar com Fulano 1, vou perder o melhor de estar com os outros, os que não brigam nem caçam confusão.

 

criado por abacatebatido    8:22 — Arquivado em: Sem categoria

12.12.07

Falta, muita falta

Hoje eu acordei com saudade. De gente, de bicho, de música e de coisa.

Saudade de doce de chocolate, do cheiro do talco do meu avô, da época em que eu passava as tardes escutando Chico Buarque e cantando igual a uma louca, do céu estrelado da Serra da Canastra e do ouvido paciente do meu melhor amigo ausente.

Saudade do tempo em que os amigos não arrumavam pretextos pra brigar e criar confusão, de quando eu andava de bicicleta na rua toda tarde e ia pra casa comer geléia de ameixa, do cachorro bonachão da minha sogra, até das minhas ex-lentes de contato.

Sinto falta da Tia, que me deixou, mas que visita toda noite no sonho, da época em que viajar era sinônimo de só fazer as malas. Da almofada que eu carregava pra cima e pra baixo e que chamava de mufinha. Do caderno em que eu anotava tudo - não era um diário - e que foi rasgado (não por mim) em pedacinhos. De picolé de graviola nas tardes de muito calor de São Luis.

Até saudade de quem sumiu por aqui. Primeiro foi a Nanda, depois a Cyh e agora a Thayza. E nas perdas, mesmo que virtuais, eu vou ficando meio órfã.

-.-.-.-.-.-.-.-.-.-

Ontem eu resolvi entrar neste blog http://www.menteaberta.globolog.com.br/ e achei ele bem bacana. Espero que gostem também.

 

criado por abacatebatido    7:15 — Arquivado em: Sem categoria

6.12.07

Dos chimpanzés

Minha irmã mais velha tem um problema básico, e não é a bipolaridade. É que ela lembra de tudo. Tudo. T-U-D-O. Nos mínimos detalhes.

Já eu, esqueço tudo. Se eu fui capaz de esquecer até o meu sobrenome, que dirá o resto! A irmã não, ela começa a contar uma coisa que aconteceu comigo e eu não lembro. Pra refrescar a minha memória, ela lembra da roupa que eu vestia no tal dia, como estava o meu cabelo, até a cor da minha calcinha do dia ela sabe. E eu não lembro do episódio nem por decreto.

Vá lá, se não lembro bem do que eu fiz ontem, que dirá há 15, 16 anos?

Quem viu o Jornal Nacional de alguns dias atrás pode confirmar: chimpanzés jovens sabem mais de memória que os humanos.

É por isso que eu digo: quem esquece tudo é até normal. Quem tem memória de elefante tem QI de chimpanzé

criado por abacatebatido    13:12 — Arquivado em: Sem categoria

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